Há muito tempo, aprendi na escola algo que não acreditei: a cor branca condensava, na verdade, todas as cores, enquanto que o preto, significava a ausência delas!!!
Como poderia ser isso??? O branco, segundo os olhos da lógica, não tem cor alguma, ao passo que o preto sim, este, dada sua tonalidade carregada, seria perfeitamente possível de ser o resultado da mistura de diversas pigmentações...
Mas, as explicações e as demonstrações demonstraram que, ainda que aparentemente avesso ao que aponta a racionalidade humana, isso estava certo!!!
Mas, agora, vejo uma outra contradição... uma contradição, eu diria, maior, afinal, não fica somente no plano da teoria, mas, da realidade!!!
Quem já não sentiu um vazio??? Sim, a falta de algo ou alguém???
Basta não se ter aquilo ou aquela pessoa de quem tanto se gosta por perto, para esse vazio aparecer... Mas, será mesmo que se trata de um “vazio”???
Vejamos...
Quando aquilo de que gostamos não se encontra por perto, o que logo nos vemos a sentir? Falta dele, quase sempre!!! E, ao mesmo tempo que sentimos essa falta, começamos a pensar em tudo o que vivemos com o que ora nos falta, em todos os momentos vividos, em todas as sensações que tivemos enquanto o ser ausente estava ao nosso lado... Em se tratando de uma pessoa, que não mais nos brinda com sua presença, esses pensamentos vão ainda mais longe... Ficamos nos lembrando das alegrias vivenciadas, de quanto orgulho aquela pessoa nos dava, de como era bom fazer ou conquistar algo e ver nos olhos dela aquele brilho todo especial, de reconhecimento, de felicidade, de orgulho!!!
Enfim... da mesma forma como ocorre com as cores, também o vazio deixado por alguém não é um vazio completo, no estrito sentido da palavra, muito pelo contrário!!! É um conglomerado e uma tempestade de pensamentos, de lembranças...

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